Aprovado em concurso depois de tanto sufoco

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Foram muitos momentos de sufoco e luta até ser aprovado em concurso. Conheça a história de um jovem que superou grandes desafios na sua trajetória

By | 2017-09-04T20:20:38+00:00 04 de setembro de 2017|Aprovados|

aprovado em concursoEu sou José Ailson Rabelo de Brito Filho, fui aprovado em alguns concursos.

Mas o último foi o concurso IBGE 2017– 1º Processo Seletivo Simplificado – Edital nº. 01/2017 para Agente Censitário de Informática (ACI) de Fortaleza/CE.

Agora, em 2017, tenho 22 anos, nasci e me criei em Fortaleza, Ceará.

No momento, possuo apenas o ensino médio completo, mas, em breve, cursarei uma faculdade.

A única coisa que faço, atualmente, é estudar para concursos públicos – algo que para mim é extremamente prazeroso!

Fui aprovado em alguns concursos e tive uma trajetória cheia de percalços! Nada fácil de verdade! Mas, vou contar a minha história para vocês. Venham comigo!

A Decisão

Comecei a estudar para concurso público com 19 anos em, aproximadamente, novembro de 2013, ou seja, tenho hoje 22 anos (em 2017) e aproximadamente 4 anos de bagagem acumulada.

Dois motivos me alavancaram a estudar para concursos públicos:

  • o primeiro foi quando percebi que queria algo mais sério em meu namoro
  • o segundo foi quando me dei conta da crise pela qual nosso país estava passando.

Conscientização

Dificuldades? Várias! Mas foram várias mesmo! Até parece clichê, não é?! Todo mundo que passa em concurso público tem aquela velha e triste história de superação e tudo mais.

O pior que comigo não foi diferente. Antes de começar a estudar para concurso, minha vida era como a vida de qualquer um. Trabalhava, fazia faculdade, saia para qualquer lugar e quando a grana apertava, recebia uma ajuda dos pais.

Ao começar a namorar, recebi diversos conselhos por parte dela (Te amo, Lorena! 💗) das diversas vantagens de estudar para concurso: estabilidade, bons salários, não ter que aguentar abuso de chefe, etc.

A partir daquele momento, comecei a olhar para concurso com outros olhos e ao completarmos meses e mais meses de namoro, percebi que se quisesse ter algo mais sério, deveria ter a condição e a estabilidade necessária para assumir aquele compromisso.

Então, comecei a buscar mais sobre o mundo dos concursos e logo me matriculei em um curso presencial para o concurso do INSS.

No começo, em relação às matérias, foi tudo muito difícil, muito direito, português, informática, raciocínio lógico, enfim, disciplinas que tinha pouco ou nenhum contato no meu dia-a-dia.

Batalhei, virei dia, virei tarde, virei noite para poder aprender cada matéria. E, graças a meu bom Deus, e também à equipe maravilhosa de professores que tive contato, consegui fazer uma boa base em cada uma dessas disciplinas.

A exclusividade

Com o passar do tempo, fui notando que não dava conta de estudar para concurso, trabalhar e fazer faculdade ao mesmo tempo.

Então, decidi fazer uma escolha arriscada: abandonei a faculdade federal na qual cursava engenharia de pesca e o trabalho com um salário de cerca de R$ 1.600,00 para me dedicar única e exclusivamente aos concursos.

Essa decisão não foi muito bem recepcionada pela minha família, todos me criticaram e me criticam até hoje, exceto meu pai que sempre me incentivou, desde criança, a estudar para concursos (obrigado, pai! Sem você nunca teria conseguido chegar aqui. Te amo ❤️).

Após ter tomado essa decisão arriscada, comecei a estudar com afinco para concursos.

Eram 8, 9, 10, 11 horas estudando direito (parando apenas para as necessidades básicas) e, após isso, me deslocava para o curso presencial que ficava próximo a minha residência.

Lá fiz grandes e bons amigos (Daniel, Demontier, Pedro, Edson abraço para vocês, meus companheiros!), estudávamos sempre juntos e toda vida antes de começar a aula.

Levávamos dez questões para que cada um pudesse resolver para já ir se familiarizando com as provas de concurso (fazíamos campeonato e tudo mais. Até ganhei alguns!).

As pedras no caminho

Até então estava tudo um mar de rosas! Já tinha um bom conhecimento em todas as matérias, bons amigos, uma namorada fantástica, pais que voltaram a me ajudar completamente na parte financeira. Enfim, tinha tudo que uma pessoa que estudava para concursos precisava.

Porém, à medida que o tempo foi passando e a crise em nosso país foi se estabelecendo, fui começando a sentir os impactos dela.

Primeiramente na vida da minha irmã que perdeu o emprego que já tinha há bastante tempo.

Posteriormente com minha mãe que perdeu o cargo comissionado que tinha no Estado em decorrência da mudança de governo que houve aqui no estado.

Esses dois fatos já foram bastante impactantes em nosso orçamento, que nunca foi curto, porém também nunca deu para que vivêssemos em pleno luxo – tínhamos o necessário e um pouco mais que isso.

Mais tristeza por vir

Pouco tempo após desses dois “socos na cara”, recebemos o terceiro: meu pai, funcionário estável do Estado, tinha perdido a gratificação que recebia há anos.

Com isso, tivemos mais uma redução no orçamento (cerca de 60%), ou seja, nosso orçamento que já estava curtíssimo, se tornou praticamente nada.

Esta última notícia teve um impacto tão grande que achei que seria necessário abandonar meu sonho de se tornar agente público e voltar a trabalhar para ajudar minha família, mas meu pai não deixou que isso acontecesse.

E ele disse: “meu filho, vá estudar! Deixa que eu dou um jeito” (não tenho como descrever em palavras esse gesto do meu pai, sintam apenas o amor nessas palavras).

Desde esse dia, estudei com mais afinco, fervor, garra, determinação, para que o esforço feito pelo meu pai fosse recompensado mais lá na frente.

Passaram-se meses de estudo, minha situação familiar continuava a mesma, mas nunca perdi a fé no meu Deus, sabia que ele me recompensaria por todo meu esforço.

Afinal, a própria palavra dEle diz: “Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares. (Josué 1:9)”.

Passei um bom tempo sem receber más notícias, então pensei que a má fase tinha passado. Doce ilusão… -, às 19h do dia 27 de abril de 2013 recebi a péssima notícia de que meu avô que estava internado na UTI havia falecido. Meu Deus, meu chão caiu naquele momento.

Cuidava dele há tanto tempo e, de repente, fim. Não conseguia acreditar naquilo, mas segui firme e com os olhos em meu objetivo.

Foco nos estudos para esquecer os problemas

Estudava muito, fazia muitas questões, estava sempre revisando, isso também se tornou uma forma de me esquivar dos problemas que me rodeavam.

Passei um ano e dois meses nesse mesmo ritmo e nessa mesma situação, nada melhorava, somente piorava. E para piorar o que já estava piorado, no dia 23 de junho de 2014, outra notícia ruim: meu outro avô que estava também em uma UTI havia falecido.

Naquele momento, o desespero quis me dominar, mas orei a Deus para que Ele aliviasse todo o meu sofrimento. Eis que assim Ele o fez.

Continuei meu ritmo de estudo e, a partir daquele momento, não ia deixar que nada mais me abalasse e que nada tirasse meu foco.

Graças a meu bom Deus, tinha uma namorada compreensiva e sogros que eram como pais para mim, sempre me ajudavam, davam-me livros, cursos de questões e o mais importante: amor!

Enfim, foram meu segundo porto seguro (obrigado Ernani e Sandra! Amo muito vocês!).

O tempo foi passando e a prova do INSS ficando cada vez mais perto, sentia-me bastante preparado (cheguei até ser consultado por um professor acerca de determinada matéria.  kkkkkkk). O conhecimento fluía em minha mente.

A proximidade da prova e mais problemas

Porém, ao chegar na semana da prova, eis que começam sintomas de alguma coisa que até então era desconhecida por mim: palpitação forte no coração, insônia, dores em uma parte do estômago. E mais: tremores no corpo, suor excessivo, sensação de confusão e até mesmo queda de cabelo (misericórdia!).

Logo pensei: pronto, estudei um ano e meio para fazer a prova do INSS e vou morrer antes de fazê-la (seria cômico se não fosse tão trágico).

Resultado: fui bater em um hospital público (porque tinha perdido a qualidade de dependente do plano do meu pai logo após fazer 21 anos) para saber o que tinha (me arrependo até hoje de ter ido naquele local).

Chegando lá fui muito bem recebido, porém o clima era péssimo, pessoas loucas, marginais feridos sendo acompanhados por policiais para receber atendimento, pessoas sangrando… Enfim, se meu psicológico já estava ruim antes de chegar naquele lugar, imaginem depois que entrei.

Pois bem, já estava lá, então fui até o fim! Fui atendido por uma médica e logo fui mandado para a sala de medicação.

Ao chegar lá, sentei- me na cadeira e prontamente a enfermeira trouxe a medicação, ao colocá-la, a enfermeira saiu imediatamente para resolver outras coisas sem ao menos ver se estava tudo bem comigo.

Eis que então a medicação aplicada com o soro me deixou com o coração altamente acelerado (nunca tinha sentido aquilo na minha vida) que foi começando a me deixar tonto e com vontade de desmaiar.

Fui tentar pedir socorro, mas já estava tão debilitado que mal conseguia falar. Foi então que uma outra paciente que estava ao meu lado disse para eu respirar normalmente, baixar a cabeça e pediu que eu tivesse calma enquanto a enfermeira chegava.

Depois de sair daquela situação o que mais queria naquele momento era ir para minha casa! Fiz só mais alguns outros exames e fui embora.

 O dia tão esperado (e angustiante)

Dias depois, eis que chega a tão esperada prova do INSS! Acordei muito mal, não tinha dormido direito nas noites anteriores, e logo veio dando aquela tristeza, angustia e a única coisa que eu conseguia fazer era chorar.

Nada nem ninguém conseguia me acalmar. Não teve jeito, tive que fazer a prova naquela situação mesmo.

Ao chegar ao local de prova, estava totalmente desolado, um amigo que ia fazer a prova no mesmo local tentou conversar comigo, mas não conseguia falar nada.

Fomos para as nossas salas e começamos a fazer a prova. Ao fim do teste, comentamos a prova e eu até tinha gostado da prova.

Mas a ansiedade e a fragilidade emocional tinham me pregado uma peça: não tive coragem de marcar questões que tinha condições de ter acertado e que tinha passado despercebido por palavras-chave nas questões.

A desilusão

Enfim, depois de algum tempo descobri que não tinha passado no concurso que tanto sonhei na minha vida.

E agora? O que fazer? Foram as perguntas que vieram à minha cabeça depois de saber daquele resultado, porém uma voz dentro de mim disse: NÃO DESISTA!

Vida que segue

E assim o fiz: continuei estudando, ralando e me dedicando para outros concursos até que surgiu a oportunidade de fazer dois concursos muito bons: o da Universidade Federal do Ceará (UFC) e o do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

Inscrevi-me no último dia para fazer o curso preparatório presencial que, por sinal, é um excelente curso! Bons professores, boa estrutura, enfim, um curso bom, um curso mega, um curso top, um curso prime!

A partir de então, as coisas voltaram a ser como eram antes, minha irmã tinha passado no doutorado e estava ganhando uma bolsa, minha mãe tinha conseguido um novo emprego, só meu pai que não recuperou a gratificação, mas a situação já estava mais aliviada.

Depois de me inscrever nesse curso presencial, logo começaram as aulas presenciais e pouco tempo depois de se iniciarem, abriu mais um concurso (UECE) com a mesmas características dos dois primeiros (UFC e IFCE).

Aproveitei a oportunidade para fazê-lo também (o curso nos deu as matérias complementares desse novo concurso sem nenhum custo adicional).

Estudei para os três com a mesma garra que tinha estudado para o INSS e, após fazer os três, tinha descoberto que tinha passado na primeira fase em um (o da UFC, porém não passei na segunda).

Fiquei muito bem colocado em outro (o do IFCE, em 67 de 31 – eles geralmente chamam mais de 100) e tinha passado no terceiro (o da UECE)! Foi uma alegria muito grande saber que todo aquele meu esforço tinha valido a pena.

Em 2017, apareceu o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatíticas. Já estava bem mais confiante, porque já tinha sido aprovado no concurso da UECE. Entre o período de aprovação e o concurso do IBGE, em torno de 3 meses, me dediquei quase que única e exclusivamente à resolução de exercícios, por isso tive um resultado muito bom e fui aprovado em 5º lugar.

Uma retrospectiva

Prestei alguns concursos. Alguns quando não estudava de fato e outros no decorrer do meu aprendizado. Mas, considero como concursos feitos “pra valer” mesmo somente três: o do INSS, o da Universidade Federal do Ceará (UFC), o do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

Foi um baque muito grande, principalmente no concurso do INSS que era meu primeiro concurso em que havia me preparado com exaustão, tinha estudado para ele por cerca de 1 ano e 6 meses.

Cheguei muito perto da aprovação, mas ainda não era aquilo que Deus queria para mim.

Bem como no INSS, fiquei bem próximo aos aprovados no concurso da UFC, até passei na primeira fase, porém caí na parte de redação por falta de cuidado.

Já no IFCE, fui muito bem colocado e estou com esperança de que chamem além das vagas ofertadas.

Por fim, também fui aprovado no IBGE 2017!

Meu QC 💗

Questões… Questões… MUITAS questões… cerca de 16 mil questões.

(Mapas mentais, resumos esquematizados, técnicas mnemônicas, linhas do tempo, quadros sinópticos e a utilização de canetas, imagens e figuras coloridas em todos esses métodos).

Porém, o que fez com que meu rendimento melhorasse consideravelmente foram as questões e os comentários do professores nas questões que fazia no Qconcursos.com.

O QC foi indispensável para o meu sucesso! Sempre fazendo milhares de questões por semana, fazendo resumos a partir das questões.

Enfim, eu sempre digo às pessoas que me procuram: o segredo é resolver o máximo questões possível!

O QC também foi fundamental em um determinado período dessa minha vida de concurseiro, aquele período em que todo bom e velho concurseiro passa: o período da liseira.  Foi um momento em que eu não tinha dinheiro para pagar um curso online completo (esses que vendem em pacote fechado, com o preço altíssimo e sem flexibilidade alguma de escolha de professores).

Porém pude contar com a facilidade de aderir ao plano do QC. Eu não precisei comprar algo extremamente caro para conseguir minha aprovação, bastou apenas, no momento que precisei, fazer uma assinatura simples e depois foi só correr para os braços da aprovação.

Gratidão

Não vou mais me estender em minhas palavras, só queria deixar as seguintes considerações finais: dedico essa vitória, primeiramente, a Deus, porque sem Ele eu jamais teria chegado onde cheguei.

Em segundo lugar, à minha família (especialmente ao meu pai e minha mãe, porém, principalmente ao meu pai – obrigado mais uma vez!).

Depois a minha namorada e aos meus sogros (amo todos vocês!).

E, por fim, quero deixar um obrigado especial a todos os meus professores, amigos e funcionários dos cursos que eu frequentei, pois sem vocês nada disso teria dado certo!

Quero encerrar deixando quatro mensagens especiais para aqueles que estão desanimados, cansados e sem forças para continuar nessa jornada dura, porém gratificante que é a da de concursos públicos:

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:29-30);

“Não tenhas medo, que eu estou contigo. Não te assustes, que sou o teu Deus. Eu te dou coragem, sim, eu te ajudo. Sim, eu te seguro com minha mão vitoriosa.” (Isaías 41:10);

“Peça a Deus que abençoe seus planos, e eles darão certo.” (Provérbios 16:30);

“Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33) Que Deus abençoe a vida de todos nós, amém!

Planos

Continuar estudando! Porém, focando agora somente nos concursos federais ou naqueles estaduais que paguem um valor equivalente aos federais. E, claro, juntinho com o QC sempre!

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