A aprovação em concurso chegou com o treinamento de questões

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By | 2018-01-31T12:14:53+00:00 31 de janeiro de 2018|Aprovados|

João Vicente Oliveira aprovado em concursoJoão Vicente Oliveira, formado em direito, nos conta como  a resolução de questões ajudou na a aprovação em concurso.

Era 2010, quando decidi prestar meu primeiro concurso para Técnico do MPU. Eu estava no terceiro ou quarto período da faculdade.

Sou formado em Direito e minha história nos concursos pode ser dividida em dois momentos: durante a graduação e após.

A banca que organizou o MPU, naquele ano, foi o Cespe e no modelo certo ou errado, muito temido por muitos.

Naquela época, como eu me dedicava exclusivamente à faculdade e não dava a devida importância aos concursos, acabei negligenciando o estudo direcionado. Entretanto, fiz a prova mesmo assim, com a “cara e a coragem”.

Dois dias depois, ao pegar o gabarito, percebi que havia acertado 85 questões num universo de 150.

Nem de longe o número de acertos era suficiente para ser aprovado.

Porém, fiquei feliz com meu desempenho, pois não havia estudado.

A importante leitura do edital

Eu não havia lido o edital e tive uma grande surpresa: as questões que eu havia errado tiveram o condão de anular as que eu havia acertado.

Aquilo foi um choque muito grande, pois a minha nota caiu quase pela metade, o que me impediu até de ter o nome na lista de classificação.

No ano seguinte, em 2011, saiu o edital do concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Na época, era um concurso muito aguardado, e isso refletiu na concorrência, com mais de 35 mil inscritos só para o cargo de Técnico Judiciário, no Polo 1 (Recife).
Eu estava no final do quinto ou sexto período da faculdade quando me inscrevi para fazer a prova.

Antes de sua realização, acabei ficando de férias, o que, ao menos em tese, me renderia mais tempo para estudar.

Não saiu como o esperado

Pensei que teria mais tempo para estudar, porém minha mãe decidiu realizar uma viagem para visitar minha avó em Campinas (SP), e eu tive que acompanhá-la.

Isso acabou interferindo na minha preparação para o concurso do TJ PE, pois sequer consegui estudar.

O resultado não poderia ser diferente: acertei menos da metade da prova e acabei ficando na posição 5.577.

Depois disso, surgiram outros concursos, a exemplo do TRF 5 (fiquei na posição mil e alguma coisa), Câmara Municipal de João Pessoa (fiquei em trezentos e alguma coisa).

A minha motivação veio com a minha colocação na Assembleia Legislativa da Paraíba, fiquei na posição 143º de mais de 10 mil inscritos.

No segundo semestre de 2013, concluí minha graduação e entrei para a fila do desemprego em 2014.

O amor em meio à batalha

Nessa época, conversei com minha amada mãe sobre a possibilidade de ficar estudando apenas para concursos e não trabalhar.

Graças a Deus, mais uma vez ela me apoiou nessa decisão.

Mesmo assim, fiz a prova da OAB e passei, pois achei melhor ter uma garantia caso a aprovação no concurso não viesse.

Agora é pra valer

Passando a OAB, comecei efetivamente a estudar para concursos no segundo semestre de 2014.

Foi quando fiz um curso de português de seis meses (um dos melhores investimentos que fiz na vida). Aliás, recomendo a quem estiver iniciando nesse mundo dos concursos). Aqui no QC tem um curso de Língua Portuguesa completo.

No ano de 2015, veio o primeiro concurso que prestei depois da faculdade e fiquei na posição 157º. Foi para o Ministério Público da Paraíba, para o cargo de nível médio.

Mesmo ficando um pouco triste por não ter sido aprovado no número de vagas (eram 68), continuei na minha jornada rumo à aprovação.

Apareceram outros concursos nesse mesmo ano, como o do INSS, o da UFPB e o do TRE PB, nos quais não obtive um resultado satisfatório.

Criando as estratégias

Descobri que os resultados nada satisfatórios dos concursos anteriores que eu mencionei, na verdade, ocorriam por falta de estratégias adequadas.

Entre outros erros, não estava conseguindo revisar adequadamente os conteúdos de cada concurso porque as matérias entre eles eram bem diferentes.

Foi aí que percebi que precisava tomar algumas atitudes de mudança:

  • Direcionar meus estudos para uma só área de concurso;
  • Focar em um concurso que ainda não tinha edital na praça (concurso é a longo prazo);
  • E o principal: resolver o máximo de questões possíveis da banca que iria ser responsável por elaborar a prova do concurso.

Desse modo, comecei a estipular metas diárias para resolver centenas de questões por semana e milhares por mês.

Essa tática da resolução das questões foi algo que aprendi lendo os depoimentos dos aprovados aqui do Qconcursos.

E foi aí, que comecei a levar mais a sério o QC. Eu que era assinante de 10 questões por dia, o bem básico e gratuito, resolvi que queria mais e fiz a assinatura Premium.

Melhor antecipar os estudos

A gente sempre ouve que estudar com antecedência é o melhor remédio, não é?

Pois bem, resolvi seguir à risca esse conselho de muitos.

Estava bem no início de 2016, quando me lembrei que o concurso TJPE (aquele que não consegui estudar em 2011) já estava vencendo a validade. O edital poderia sair um ano depois.

Não perdi tempo e comecei a estudar em Janeiro de 2016 para esse concurso. Usei e abusei do QC, disparei na resolução de questões.

Porém, fiquei muito ansioso e, e em julho de 2016, saiu o concurso do TRE PE, o que me fez cair na tentação e mudar meu foco para arriscá-lo.

Mas só decidi que iria focar nele já no final de outubro do mesmo ano. A prova foi em Março de 2017.

Como o tempo era curto até a prova do TRE PE, acabei focando no cargo de técnico, mas prestei provas para analista também.

Era um espaço de cinco meses até a prova, mas o edital veio no nível de quem vinha estudando há um ano no mínimo. O período era curto em relação ao conteúdo, que era muito extenso.

O resultado?

O resultado foi surpreendente: fiquei classificado para o de Analista na posição 99º, dentre quase 13 mil candidatos.

Para nível médio? Simplesmente não fiquei classificado para o cargo de Técnico, por incrível que pareça.

Eu acertei 83% para Técnico e não fiquei nem entre os 240 do cadastro de reserva.

Meu nome sequer apareceu na lista de técnico.

A nota de corte para técnico foi de 88%. Não teve redação para técnico nessa prova do TRE – PE, somente para analista.

O interessante de tudo isso é que, por muito pouco, eu quase deixei de fazer a prova de Analista pela manhã.

Aquilo foi uma vitória muito grande, mesmo eu sabendo que seria difícil a nomeação para a esse cargo.

Um feliz passo atrás

Desse modo, retomei os estudos para o TJPE.

Eu pensei em focar no TJPE a partir do início de 2016, pois a expectativa era de sair no final desse ano ou só em 2017.

Por isso, eu me animei. Era uma forma de driblar a falta de oportunidade por não ter condições financeiras para poder sair viajando para fazer concursos de um só tribunal.

O estudo antecipado poderia ser meu grande aliado. Por isso, resolvi apostar nessa perspectiva.

E, para minha surpresa, o edital do TJPE saiu um mês após eu ter reiniciado esses estudos.

Porém, o conteúdo de analista estava bem maior do que eu esperava, o que me fez direcionar os esforços para Técnico.

Entretanto, tive outra surpresa, pois o cargo de Técnico veio dividido em dois: área judiciária e área administrativa.

Diferentemente do que aconteceu no concurso de 2012, pois não havia essa divisão.

Como isso não estava em meus planos, acabei me atrapalhando com a escolha do cargo, tendo mudado mais de duas vezes mesmo sendo após a saída do edital.

Cara ou coroa?

Definitivamente, não. Não seria uma moeda que poderia decidir meu futuro.

Optei por fazer simulados referentes aos dois cargos para saber qual seria o melhor resultado. Porém, tive sucesso nos dois.

A escolha teve de ser minha. Decidi de acordo com meu perfil e escolhi a área administrativa pela afinidade maior com as matérias de Direito Constitucional e Direito Administrativo.

Após escolher o cargo, tudo ficou mais tranquilo. Parti para a resolução de milhares de questões da banca IBFC (banca do concurso) e ficar mais seguro para enfrentar a prova.

E foi o Qconcursos que enriqueceu minha preparação, porque eu não tinha experiência com a banca IBFC.

Graças ao maravilhoso QC, consegui resolver quase todas as questões já cobradas pela banca e, graças a Deus, fiz 90% de acertos na prova (45 pontos de 50).

A aprovação no concurso chegou

O resultado não poderia ter sido diferente: fui aprovado em 3º lugar para técnico administrativo na primeira fase do concurso do TJ PE, que foi a prova objetiva.

Em seguida, saiu o resultado da redação, e, por ter tirado 48,80 de 50, obtive a pontuação final de 93.80 de 100 possíveis.

Essa nota me fez subir para 1º lugar no Polo 1 – Recife, o mais concorrido com 20.385 candidatos.

Aos guerreiros em luta

Aos que estão na luta pela aprovação há mais tempo e aos que começam essa guerra de gigantes neste momento, a melhor dica é fazer o máximo de questões no QC.

Para complementar, faça revisões periódicas dos assuntos já vistos.

Foram três anos e meio sem parar para descansar e minha vitória chegou. A sua, com certeza vai chegar também, basta lutar.

E continuarei na guerra para atingir objetivos cada vez maiores. E até lá, estarei unido ao QC.

Meu próximo foco será apenas para Analista Judiciário área judiciária do TRT ou TRE, conforme o edital mais próximo que esteja a caminho.

Mas só tenho interesse em fazer para os estados próximos à Paraíba, como Pernambuco e Rio Grande do Norte. Na verdade, pretendo voltar a morar em João Pessoa.

Estou aguardando a homologação do concurso e a consequente nomeação.

Se um dia eu conseguir ser aprovado para analista de um tribunal federal, talvez continue estudando para alcançar a aprovação na magistratura.

Por ora, almejo mesmo o cargo de analista federal.

Não podemos desistir, pois o caminho é cheio de obstáculos, mas se tivermos armas com os mecanismos mais eficazes, estaremos prontos para a guerra.

Para quem está nesta maratona, o Qconcursos é o melhor lugar para fortalecer a preparação com todas as ferramentas necessárias para o seu sucesso.

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